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A camisola do Nathaniel - The Nathaniel's jumper

Bom dia a todos(as). Já lá vão quase 3 meses sem uma palavra por estas bandas... ai o tempo, ai a vontade, ai-ai...
Bom, a verdade é que se torna cada vez mais difícil disciplinar-me a escrever. Aturem-me se quiserem que também não perco o sono por causa disso, mas há alturas em que temos mesmo que falar só com os "nossos botões". É numa fase assim que me encontro.

Nevertheless, para desanuviar e arejar ideias, valha-nos a malha e as séries televisivas! Cá em casa somos aficionados de várias: Game of Thrones, True Detective, The Walking Dead, Downton Abbey, Dexter, Boardwalk Empire, The KillingHouse of Cards... e mais ultimamente uma arrebatou-nos o coração: "The Honourable Woman". Exímia em todos os aspectos, desde o argumento, aos actores, à fotografia (inusitada), banda sonora... adorámos! E como há coisas que não passam despercebidas a uma tricotadeira, tenho uma missão desde que vi um dos episódios: encontrar uma receita para esta camisola:

É lindíssima não é? Não mudava nem a textura do ponto que me parece p. inglês ou p. brioche, nem a cor de mostarda... enfim, há um grupo no Ravelry que me ajuda a procurar receitas e já me deu umas boas sugestões...
E por aí? O que têm vocês nas vossas agulhas? Que peça está na vossa fileira para a "próxima a tricotar"?

Meias de 5 agulhas - malha


Para quem está a começar, parecem um verdadeiro cabo dos trabalhos... mas ao 3º e 4º pares, nada garante que não nos enganemos e não tenhamos que desmanchar... e se custa desmanchar! (quando tenho que desmanchar muito num trabalho tento começar com outra parte/ ou recomeça-lo de novo e só depois regresso àquele novelo, ou seja, não desmancho logo, só quando tem mesmo que ser... assim não custa tanto). Mas importante mesmo é não desistir! O meu lema: "não há-de ser mais teimosa (a meia) do que eu!"

Estas são todas as meias que fiz até hoje. Só as do meio são dele, as outras são minhas. Da esquerda para a direita é a ordem pela qual nasceram. As 1ªas já têm quase 4 anos e já levam 4 invernos de uso muito intenso. 

Uma das coisas muito importantes a considerar quando fazemos meias, é a lã que utilizamos. Não convém ser muito sintética, pois além de se deformar e felpar mais, transpirará muito os pés e na hora de aquecer não funciona. No entanto, uma lã inteiramente de "lã", pode tornar as meias pouco laváveis, muito difíceis de enxugar ou passíveis de encolher... O ideal será uma lã maioritariamente de "lã" merino por exemplo, para ser quente, depois com uma pequena percentagem de fibras sintéticas (polyester, nylon, etc.) para lhes conferir elasticidade, leveza e alguma resistência às lavagens. As fibras muito delicadas como o mohair, a caxemira, a alpaca podem ser um bom complemento, mas não a base, pois seriam demasiado frágeis.
Há ainda o tratamento "superwash" em que a lã já vem com uma "pré-lavagem" e portanto quando a colocamos na máquina, já não vai encolher, tanto. Contudo, é melhor não abusar, a melhor maneira de lavar as lãs na máquina é com baixa temperatura (máx. 30º) e centrifugação curta ou nula. (isto se não quiserem ter o trabalho de as lavar à mão...)


Brevemente organizarei um workshop para quem quiser aprender a fazer meias, espero que gostem delas tanto como eu. Fiquem atentos às notícias!

Colete "cobertor de papa"

O Natal trouxe o frio em força e finalmente acabei o colete que havia começado em Setembro. Foi amor à 1ª vista, assim que a Retrosaria anunciou o "Cobertor", fiquei vidrada na ideia de o experimentar. Passei uma infância um bocado atormentada com anginas e sempre de cama, doente... em casa dos meus avós. O fiel companheiro desses tempos foi muitas vezes o cobertor de papa, enorme, pesado e felpudo, tão quentinho e macio... 

Nunca pensei que um dia viria a dispor desta matéria-prima e só vos digo que é ainda melhor ao vivo. As cores disponíveis são lindas e apetecíveis. Como é um fio grosso, o trabalho cresce rapidamente (sossegando a impaciência de o cardar). É também um fio que deve ser tratado com respeito e paciência, por ser singelo, sem torcidas,  a sua montagem nas agulhas revela-se um pouco morosa, pois tende a desfiar-se. No entanto, é um gosto de tricotar, muito fácil de "ler" o ponto que desenha. Apesar de parecer muito áspero e rude após tricotar, garanto que depois de cardado é surpreendentemente macio, delicado e muito bonito.
Fiz o colete numa peça única, apenas costurei as duas "alças". Apeteceu-me desenhar com as duas cores, pelo que o trabalho ficou muito mais demorado, pois ficou cheio de pontas para rematar. O resultado é no entanto, muito satisfatório, ficou com um aspecto rústico mas muito delicado.




Atelier Sandrine Vieira, Leiria

Inaugurou este sábado passado e é um espaço que vale a pena visitar: o Atelier/ Loja Sandrine Vieira. Fica na Rua "Direita" em Leiria, mesmo por cima do Espaço Eça e à frente da Caprichos.

Ali podem apreciar peças da própria Sandrine, com todo o bom gosto a que já nos habituou, mas também de vários outros autores e não só jóias, mas acessórios de moda, decoração, produtos gourmet, pinturas e gravuras... Também algumas das minhas peças estão e continuarão a estar presentes.

Preveem-se  ainda vários eventos e oficinas nos próximos fins-de-semana! Podem seguir toda a informação nas páginas do facebook.


Packaging matters! A embalagem conta!

Serão de ontem, o caos na minha mesa reina há já umas duas semanas... antes foram as novas peças, agora as suas embalagens.
Com uma Inauguração este sábado, tem que estar tudo a postos tão rápido quanto possível...

Yesterday's working night, kaos rules my table since the last two weeks... first it was the new pieces making, now their very own dedicated packages.
There will be an Openning this Saturday, I want all to be perfect ready!

Inauguração Sandrine Vieira Atelier - 22Nov 16:00-20:00
Rua Barão de Viamonte (Rua "Direita") nº8 1º andar
em Leiria - Portugal


Malha como ela é no século XXI

Quase um ano depois do primeiro encontro em Leiria do Gang da Malha, já somos muitas, cada vez mais próximas. Aprendemos muito, ensinamos, rimos e acima de tudo, na minha modesta opinião, percebemos que há muitas maneiras de chegar a um mesmo destino(s), muitos modos de fazer, de pensar e isso permite-nos uma abertura e descontração maiores, tão importantes na vida.

O tricot é assim uma espécie de prova constante, não há propriamente um fim para o desafio, cada projecto representa uma nova etapa, novas dificuldades e obriga-nos a uma busca de soluções que exercita a criatividade e a paciência.

Se por um lado o renascer das malhas veio deitar por terra tabus como "ser coisa de avozinhas", ou " para fazer roupinha de bébé" ou mais "coisa de mulher doméstica", menos formada, ou menos "inteligente", por outro, passou a levantar novas questões, a ser explorado por pessoas tradicionalmente ligadas a outras áreas, técnicas e intelectuais que vieram introduzir novas ferramentas e propósitos ao tricot e não só.

Já não chega simplesmente reproduzir mais ou menos um modelo de revista, é pouco... porque não adapta-lo ao nosso gosto, à nossa forma? E porque não, usar uma aplicação no smartphone para automaticamente calcular as malhas que preciso para a minha camisola? E porque não, ligar o computador a uma "impressora" que é mais uma máquina de tricotar?

Desengane-se quem pense que isto é tudo uma questão de "moda" ou que é por ser tão moderno e actual que é "fixe" fazer malha... Aquilo a que se assiste é a uma verdadeira revolução na arte de tricotar, pois simplificando as tarefas mais "aborrecidas" consegue-se desenvolver as outras, as de construção, de design e de novos modos de fazer, sem no entanto deixar de ser uma actividade pessoal, "handmade" de pequena escala e por isso mais intimista e única.

A ler: este post da Rosa Pomar, sobre um destes exemplos de como se pode ver o tricot com outros olhos.

este vídeo, que me deixa com uma vontade louca de um dia visitar a Woolweek.

Sol de Outono

video

Tentativa muito falhada de colocar um vídeo aqui... a fraca resolução a que o blog obriga (ou a minha tótósice tecnológica) não faz jus à paz e beleza que se sentia neste lugar. Sugiro ampliar o vídeo e o som das colunas no vosso computador...

O maravilhoso dia de domingo onde o Outono na sua versão mais quentinha e solarenga, nos brindou com uma luz maravilhosa, que aproveitámos para um passeio com a Julieta. Ela adorou e nós também.