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à flor da minha pele

Está feita. Está cá e "é" em mim, no meu corpo, na minha pele. Uma imagem, mais propriamente uma flor de macieira... Para me lembrar agora e sempre de tudo o que me ensinaste, de quão simples as coisas boas devem ser, de que vale a pena o esforço, o cuidar, o amar.

O desenho não é meu, não o quis "digerir" eu mesma, interpreta-lo e depois conviver com ele não me fazia sentido. Tinha que ser um desenho de certa forma "neutro" e "novo" para mim. O simbolismo, o significado, esse já cá mora há muito, desde tenra idade...
Uma flor é sempre promessa de um fruto, de um renascimento, de uma renovação. É símbolo de esperança e beleza, fragilidade e poder num mesmo existir. Esta especialmente, fala-me de tempos em que passeava com o meu avô na fazenda, ao fim de uma qualquer tarde primaveril, onde muito cuidadosamente me mostrava as flores das macieiras que depois dariam o precioso fruto. Metáfora da vida ou não, ficaram comigo as memórias e as ideias que me construíram (e constroem)...

A minha tattoo foi realizada na loja Cenas, em Leiria, pela mão da talentosa Janine.

Gang da Malha

Bolas, mais uma vez passou um tempão desde que aqui escrevi... Enfim, entre muitas outras coisas, é de assinalar o Dia Mundial de Tricotar em Público: WWKIPD (world wide knit in public day).
Celebra-se em Junho entre 14 a 22 ou basicamente, quando se quiser!
No dia 15 de Junho, fui até às Caldas, onde me juntei à festa com a minha mana e mais amigas que gostam de malhar. Conheci pessoalmente a Zélia e mais umas quantas amigas até então "virtuais". Foi muito bom! Também foi uma surpresa reencontrar a Marta, que nos desenhou a tricotar.

Aqui está um vídeo para melhor ilustrar o que se passou.

 
A convite do Gang da Malha das Caldas (o original e mentor dos outros todos), estou responsável por organizar o GdM de Leiria.

Acontece semanalmente às 5ªfeiras das 21:00h às 23:00h. O evento é criado no facebook e publicado na página do Gang da Malha.
Aos 1ºs sábados de cada mês também reunimos das 15:00h às 17:00h.

Podes aprender a tricotar (do zero), ensinar, ajudar, conversar, rir e acima de tudo divertir-te.


Um colete para mim

image by saraaires (quartodeideias)
image, a photo by saraaires (quartodeideias) on Flickr.
Inspirada neste colete, iniciei-me numa técnica que desconhecia, mas que desde a minha infância me intrigava. Aqueles padrões de florezinhas, losangos e pequenos animaizinhos, flocos de neve e outros motivos típicos das malhas nórdicas... eram (são) um regalo para os olhos. O Jacquard é um tipo de malha em que embora os pontos utilizados sejam os mais básicos (liga e meia), se utilizam duas ou mais cores e respectivos fios em simultâneo.
Perdi a conta às camisolas que me fez a minha mãe (com quem aprendi a tricotar) assim, para aproveitar os restinhos de lã que lhe sobravam de outras peças.
Precisamente com esta ideia de dar uso aos (muitos) restinhos que guardo, pensei em fazer um colete seguindo as sugestões do tricot de Fair Isle. Não só se trabalha em Jacquard, como também se constrói a peça em redondo, tricotada toda do mesmo lado. Isto facilita imenso a tarefa de rematar pontas, pois nunca se corta o fio, a não ser no fim do trabalho. No caso do método inglês, a peça constrói-se em ponto meia, mais simples para quem utiliza aquele modo de tricotar. já no método português, em que o fio passa atrás do pescoço, é o ponto de liga o mais simples e consequentemente o preferível para o tricotar à roda. No fundo estamos a construir a peça em liga, pelo avesso. Quando acabamos e viramos para o outro lado, o "direito" da peça está em ponto meia.
Outro ponto forte do Fair Isle é o método de "steeks" para fazer as cavas e decotes, ou nos casacos as aberturas: depois de feita a peça em "tubo" e estruturada de modo adequado, abrem-se buracos para as mangas ou decote. Isso mesmo! Corta-se a malha! (Sim, é tão assustador quanto soa).

Desta vez aventurei-me mesmo sem trapézio nem rede, o mesmo será dizer, sem esquema. O resultado foi bater com a cabeça na parede e aprender que da próxima vez terei que me render a um plano. É que não preparei os "steeks" devidamente, pensando que o reforço de crochet "seguraria" as malhas. Não. Assim que as cortei começaram a soltar-se... tive que reforçar tudo muito bem com zigue-zague na máquina de costura e rezar para que desse certo. Deu certo, mas serviu-me de emenda.

Coisas a lembrar da próxima vez:

     - Seguir um esquema próprio, já realizado e corrigido.

     - Utilizar lã "Shetland" que feltra naturalmente e por isso segura mais os pontos.

     - Ter em conta a tensão dos pontos por forma a que a peça tenha sempre uma largura constante e solta.

     - Reforçar os "steeks" com 2 a 3 carreiras de crochet de cada lado da abertura, (não apenas com 1!!!)



A lã "crua" utilizada como base é a Beiroa, da Retrosaria.






Sculpture Findings - Achados Escultura #2 Anastasia Azure

Almost March and this is my first post of 2014... Fffiiiuuu! Although a lot has been going on, lack
of time hasn't been quite the reason of my absence. After a year of wed planning, wed living, honeymoon, and at the office a ultra-busier-than-ever-olives-season... I feel I need to re-think, recycle and organize my crafty world. But I'll leave those thoughts for another post.

Today, I'd like to show you a fabulous textille artist: Anastasia Azure.
The perfect combining of metal and textille (or other) fibers:

It's amazing the way she can merge traditionally cold lifeless materials such as metal and plastic, with delicate textille fibers and gems. A true antithesis which dellivers balance and pure forms. Splendid!
 
 
              
More here.









 

Feliz Natal


Assim para já, não se prevê um natal a sério, daqueles em que conseguimos ter todos à mesa, às vezes a vida troca-nos as voltas e deixa-nos meio em supenso... mas rir e sorrir é daquelas coisas que não podem mesmo faltar e enquanto os dias melhores não chegam, fica aqui o meu trio favorito dos Marretas.

Porque Natal não é todos os dias, nem para todos, mas devia ser. E que haja sempre uma criança em nós, a lembrar-nos disso mesmo.

Bom Natal.

O "Gang da Malha" - o ressuscitar de saberes

O hábito de fazer malha/ croché em público é coisa que me assiste desde há muito. Quem me conhece sabe que não passo mais de umas horas longe de agulhas e fios. No entanto, até há pouco tempo, e ainda hoje, há muita gente que olha de soslaio para esta maneira de estar. Outros há que não se contêm sem mandar um qualquer comentário, na maior parte das vezes positivo ou curioso: "olha, há tanto tempo que não via uma pessoa a fazer malha!", ou "A minha mãe/ avó tentou ensinar-me, mas não tenho paciência"... outras vezes completamente equivocado: "estás a fiar?" ou ainda "estás a costurar?".

Bom, o que é certo é que seja pela crise, que lembrou às pessoas da necessidade de "saber fazer" e principalmente de comprar ou fazer coisas que realmente durem, que sejam portuguesas e não tanto importadas... seja talvez pelo crescente divulgar de saberes e tradições pela net e media em geral: as "malhas" estão em alta. E ainda bem!

Para muitos (leigos) este tipo de actividade é próprio de pessoas sem grandes conhecimentos, sem ocupação, talvez até "limitadas". Desenganem-se. Há toda uma ginástica mental inerente à produção de uma camisola por exemplo, que só a partir de alguns anos (!) de experiência se domina. Por outro lado, existem projectos que pela sua simplicidade técnica, ou repetição, se tornam extremamente relaxantes e fáceis de executar em simultâneo com outras actividades. Há inclusive quem defenda que o tricot, o crochet e outras actividades são promotoras de exercício das faculdades mentais e muito favoráveis à manutenção de uma mente activa e saudável. Quero acreditar que quando visito um tio meu no lar de séniores, a senhora mais "espevitada" que lá está e que ainda faz tricot de cinco agulhas, é um exemplo vivo disto mesmo.

Aplaudo por isto e por muito mais, a crescente onda de grupos de tricotar em público, como o recente (mas muito concorrido) Gang da Malha. Simples e informal, várias pessoas de todas as idades, iniciantes ou experientes, ou mesmo só curiosas, juntam-se para "malhar" em amena cavaqueira num espaço público. A minha cidade já tem um grupo assim. O 1º encontro foi no último sábado, e neste dia 21/12/2013 haverá mais. Local: O Bairro.
imagem de: https://www.facebook.com/events/456656857776864/458038647638685/?notif_t=plan_mall_activity
 
 
Ferramentas importantes para a(o) tricotadeira(o)

Passeio domingueiro

  by saraaires (quartodeideias)
, a photo by saraaires (quartodeideias) on Flickr.

Andar de bicicleta é giro, está na moda e até faz bem. Mas à parte dessas vantagens, há toda uma logística, um preparar antes, um arrumar depois... se passarmos por lama e terra solta, a limpeza não demora só cinco minutos... Mas no fim, olhando para a cena toda, é mesmo bom. Sai-nos do corpo, é preciso força, resistência e às vezes coragem. Desta vez vimos ovelhas, só duas, presas a uma cabana, a ver se da próxima apanhamos um rebanho para fotografar.