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Packaging matters! A embalagem conta!

Serão de ontem, o caos na minha mesa reina há já umas duas semanas... antes foram as novas peças, agora as suas embalagens.
Com uma Inauguração este sábado, tem que estar tudo a postos tão rápido quanto possível...

Yesterday's working night, kaos rules my table since the last two weeks... first it was the new pieces making, now their very own dedicated packages.
There will be an Openning this Saturday, I want all to be perfect ready!

Inauguração Sandrine Vieira Atelier - 22Nov 16:00-20:00
Rua Barão de Viamonte (Rua "Direita") nº8 1º andar
em Leiria - Portugal


Malha como ela é no século XXI

Quase um ano depois do primeiro encontro em Leiria do Gang da Malha, já somos muitas, cada vez mais próximas. Aprendemos muito, ensinamos, rimos e acima de tudo, na minha modesta opinião, percebemos que há muitas maneiras de chegar a um mesmo destino(s), muitos modos de fazer, de pensar e isso permite-nos uma abertura e descontração maiores, tão importantes na vida.

O tricot é assim uma espécie de prova constante, não há propriamente um fim para o desafio, cada projecto representa uma nova etapa, novas dificuldades e obriga-nos a uma busca de soluções que exercita a criatividade e a paciência.

Se por um lado o renascer das malhas veio deitar por terra tabus como "ser coisa de avozinhas", ou " para fazer roupinha de bébé" ou mais "coisa de mulher doméstica", menos formada, ou menos "inteligente", por outro, passou a levantar novas questões, a ser explorado por pessoas tradicionalmente ligadas a outras áreas, técnicas e intelectuais que vieram introduzir novas ferramentas e propósitos ao tricot e não só.

Já não chega simplesmente reproduzir mais ou menos um modelo de revista, é pouco... porque não adapta-lo ao nosso gosto, à nossa forma? E porque não, usar uma aplicação no smartphone para automaticamente calcular as malhas que preciso para a minha camisola? E porque não, ligar o computador a uma "impressora" que é mais uma máquina de tricotar?

Desengane-se quem pense que isto é tudo uma questão de "moda" ou que é por ser tão moderno e actual que é "fixe" fazer malha... Aquilo a que se assiste é a uma verdadeira revolução na arte de tricotar, pois simplificando as tarefas mais "aborrecidas" consegue-se desenvolver as outras, as de construção, de design e de novos modos de fazer, sem no entanto deixar de ser uma actividade pessoal, "handmade" de pequena escala e por isso mais intimista e única.

A ler: este post da Rosa Pomar, sobre um destes exemplos de como se pode ver o tricot com outros olhos.

este vídeo, que me deixa com uma vontade louca de um dia visitar a Woolweek.

Sol de Outono

video

Tentativa muito falhada de colocar um vídeo aqui... a fraca resolução a que o blog obriga (ou a minha tótósice tecnológica) não faz jus à paz e beleza que se sentia neste lugar. Sugiro ampliar o vídeo e o som das colunas no vosso computador...

O maravilhoso dia de domingo onde o Outono na sua versão mais quentinha e solarenga, nos brindou com uma luz maravilhosa, que aproveitámos para um passeio com a Julieta. Ela adorou e nós também.


A trança - The braid

 O post que há muito sonhava conseguir fazer. Após 6 meses de hesitação, de não ceder aos brancos teimosos que iam aparecendo, de tratar cuidadosamente com óleo e muito pouco secador... chegou o dia. Ajudou saber que havia um novo sítio na cidade onde posso cortar, pentear, colorir... sem me levarem o "couro e o cabelo" (passo a ironia) e onde parecia haver um ambiente menos estereotipado, menos salão de conversas ocas, de desfile de barbies ou gente chata.
Marquei a data e a hora, com uma semana de antecedência, não foi fácil mentalizar-me... mas tudo se resume a isto:

Como será um dia na vida de quem (por motivo de doença ou tratamento de uma) não tem cabelo?

Também eu sou daquelas que chega ao cabeleireiro e diz "é só cortar as pontas mais estragadas, sim? 1 ou 2 cm por favor!"
Foi através de uma amiga e de mais uns posts no facebook e em blogs que me chegou a notícia: o IPO aceita doações de cabelo. Precisam de pelo menos 25cm de cabelo não pintado, seco e atado numa trança. Deverá ser enviado por correio ou entregue em mão. 

Can you relate? I'm the kind of girl who goes to the hairdresser and says: "just the damaged split ends, ok? only 1/2 an inch or so!"
I finally decided to give my hair for a cause, something I'd been thinking of for 6 months. It's not easy, but surely well worth it. 
I hope my braid can bring a little comfort to a cancer patient or alopecia.

A minha trança mede 30cm, não é imaculada, tem algumas pontas espigadas, mas espero que possa dar algum alento a alguém, que ao menos lhe apazigue o ânimo. 

Ainda vou demorar uns dias a habituar-me ao novo visual, mas estou certa de que vai valer a pena.



como doar cabelo ao IPO
como doar cabelo Liga Portuguesa contra o Cancro
Internacional


à flor da minha pele

Está feita. Está cá e "é" em mim, no meu corpo, na minha pele. Uma imagem, mais propriamente uma flor de macieira... Para me lembrar agora e sempre de tudo o que me ensinaste, de quão simples as coisas boas devem ser, de que vale a pena o esforço, o cuidar, o amar.

O desenho não é meu, não o quis "digerir" eu mesma, interpreta-lo e depois conviver com ele não me fazia sentido. Tinha que ser um desenho de certa forma "neutro" e "novo" para mim. O simbolismo, o significado, esse já cá mora há muito, desde tenra idade...
Uma flor é sempre promessa de um fruto, de um renascimento, de uma renovação. É símbolo de esperança e beleza, fragilidade e poder num mesmo existir. Esta especialmente, fala-me de tempos em que passeava com o meu avô na fazenda, ao fim de uma qualquer tarde primaveril, onde muito cuidadosamente me mostrava as flores das macieiras que depois dariam o precioso fruto. Metáfora da vida ou não, ficaram comigo as memórias e as ideias que me construíram (e constroem)...

A minha tattoo foi realizada na loja Cenas, em Leiria, pela mão da talentosa Janine.

Gang da Malha

Bolas, mais uma vez passou um tempão desde que aqui escrevi... Enfim, entre muitas outras coisas, é de assinalar o Dia Mundial de Tricotar em Público: WWKIPD (world wide knit in public day).
Celebra-se em Junho entre 14 a 22 ou basicamente, quando se quiser!
No dia 15 de Junho, fui até às Caldas, onde me juntei à festa com a minha mana e mais amigas que gostam de malhar. Conheci pessoalmente a Zélia e mais umas quantas amigas até então "virtuais". Foi muito bom! Também foi uma surpresa reencontrar a Marta, que nos desenhou a tricotar.

Aqui está um vídeo para melhor ilustrar o que se passou.

 
A convite do Gang da Malha das Caldas (o original e mentor dos outros todos), estou responsável por organizar o GdM de Leiria.

Acontece semanalmente às 5ªfeiras das 21:00h às 23:00h. O evento é criado no facebook e publicado na página do Gang da Malha.
Aos 1ºs sábados de cada mês também reunimos das 15:00h às 17:00h.

Podes aprender a tricotar (do zero), ensinar, ajudar, conversar, rir e acima de tudo divertir-te.


Um colete para mim

image by saraaires (quartodeideias)
image, a photo by saraaires (quartodeideias) on Flickr.
Inspirada neste colete, iniciei-me numa técnica que desconhecia, mas que desde a minha infância me intrigava. Aqueles padrões de florezinhas, losangos e pequenos animaizinhos, flocos de neve e outros motivos típicos das malhas nórdicas... eram (são) um regalo para os olhos. O Jacquard é um tipo de malha em que embora os pontos utilizados sejam os mais básicos (liga e meia), se utilizam duas ou mais cores e respectivos fios em simultâneo.
Perdi a conta às camisolas que me fez a minha mãe (com quem aprendi a tricotar) assim, para aproveitar os restinhos de lã que lhe sobravam de outras peças.
Precisamente com esta ideia de dar uso aos (muitos) restinhos que guardo, pensei em fazer um colete seguindo as sugestões do tricot de Fair Isle. Não só se trabalha em Jacquard, como também se constrói a peça em redondo, tricotada toda do mesmo lado. Isto facilita imenso a tarefa de rematar pontas, pois nunca se corta o fio, a não ser no fim do trabalho. No caso do método inglês, a peça constrói-se em ponto meia, mais simples para quem utiliza aquele modo de tricotar. já no método português, em que o fio passa atrás do pescoço, é o ponto de liga o mais simples e consequentemente o preferível para o tricotar à roda. No fundo estamos a construir a peça em liga, pelo avesso. Quando acabamos e viramos para o outro lado, o "direito" da peça está em ponto meia.
Outro ponto forte do Fair Isle é o método de "steeks" para fazer as cavas e decotes, ou nos casacos as aberturas: depois de feita a peça em "tubo" e estruturada de modo adequado, abrem-se buracos para as mangas ou decote. Isso mesmo! Corta-se a malha! (Sim, é tão assustador quanto soa).

Desta vez aventurei-me mesmo sem trapézio nem rede, o mesmo será dizer, sem esquema. O resultado foi bater com a cabeça na parede e aprender que da próxima vez terei que me render a um plano. É que não preparei os "steeks" devidamente, pensando que o reforço de crochet "seguraria" as malhas. Não. Assim que as cortei começaram a soltar-se... tive que reforçar tudo muito bem com zigue-zague na máquina de costura e rezar para que desse certo. Deu certo, mas serviu-me de emenda.

Coisas a lembrar da próxima vez:

     - Seguir um esquema próprio, já realizado e corrigido.

     - Utilizar lã "Shetland" que feltra naturalmente e por isso segura mais os pontos.

     - Ter em conta a tensão dos pontos por forma a que a peça tenha sempre uma largura constante e solta.

     - Reforçar os "steeks" com 2 a 3 carreiras de crochet de cada lado da abertura, (não apenas com 1!!!)



A lã "crua" utilizada como base é a Beiroa, da Retrosaria.