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Off to München and back! - Visita-relâmpago a Munique (ou quase)









Foi assim como um balde de água fria: de um momento para o outro damos connosco a ter que olhar por aqueles que supostamente são os nossos progenitores. Aqueles que desde pequeninos aprendemos a colocar sobre um pedestal de heroísmo e coragem, agora pegam-nos na mão e dizem "ajuda-me".
Felizmente tudo correu bem, o meu pai já está em casa, o pior já passou e esperamos que não se repita. Nunca tinha ido à Alemanha, nunca conheci muitos alemães... mas a ideia que tinha sobre este país estava longe da sua realidade.
É verdade que se trata de uma economia diferente, de uma nação imensa em espaço geográfico e não só, que até "a erva parece crescer na direcção que eles mandam" como dizia um amigo meu italiano... Mas com tanta evolução tecnológica, com tamanho poder económico e acesso a tantas facilidades, acho que esperava encontrar um povo mais curioso, mais aberto e com vontade de comunicar e conhecer. Enganei-me redondamente: ninguém (salvo alguns jovens com vinte e poucos anos ou menos) falava inglês! Como se tal não bastasse, nem sequer tentavam comunicar de outro modo, ou mesmo perceber o que queríamos. As únicas excepções foram no hospital, onde devo assinalar, fomos recebidos sempre com um sorriso, em alemão.
Após termos certeza de que o meu pai estava fora de perigo, e já estabilizado, fomos dar uma voltinha pela baixa. As lojas que encontrámos eram na sua maioria alemãs, algumas mesmo antigas ou típicas, nada do exagero de franchisados e lojas de "chinesices". Até um simples carpinteiro tinha uma pequena montra com fotografias dos seus trabalhos cuidadosamente expostos como se fossem roupas ou jóias. Parece-me que podíamos aprender algo com isto... mas as próprias pessoas parecem consumir o que é nacional em vez de procurarem as marcas só pelo status.
Em suma, se por um lado há um certo nacionalismo que deixa os alemães fechados à diferença e aparentemente desinteressados do que vem de fora, por outro, isso dá-lhes uma identidade que em tudo os fortifica como nação, como povo com história e cultura. Não que isso seja bom ou mau, mas às vezes parece-me que nós portugueses podíamos conseguir um equilíbrio interessante entre o "saber receber o que vem de fora" e o "saber fazer e vender o que é nosso".
A cereja no topo do bolo: descobri uma loja de lãs na cidade de Freising! A dona da loja bem que se esforçou, mas não conseguia perceber-nos. Arruinei as minhas finanças para os próximos tempos, mas parece-me que valeu a pena.

It was as if someone had thrown us a cold water bucket: all of a sudden we find ourselves in the need of taking care of those who were our parents. The same ones we learned since tender age to put on a pedestal of heroism and courage, are now taking our hand and saying "help me". Fortunately it all went well, my father is already at home, the worst is all gone and we hope not to be repeated.
I had never visited Germany, nor had I ever met manyy germans... but my whole idea of their country was far away from its reality.


True, it is a different economy, geographically enormous and even "the grass seems to grow the way they want to" as an italian friend of mine said... But with such technological advantage, such economical power and so many facilities access, one would expect to find a much more curious people, more open more willing to comunicate and aknowledge.
I was terribly wrong: noone (except for some 20 year-old youngsters) spoke in english! And as if not enough, they wouldn't even try to understand what we were asking. The only exceptions were at the hospital where I must say we were always welcome with a smile, in deutch. 
After we were certain that my father was out of danger, we went for a walk downtown. Almost of the shops were from german origins, or traditional. No "chinese cheap shops" or overload franchisings. Even a simple woodsmith had a nice window display with criterious pictures of his works displayed as clothes or jewelry. I say, we (portuguese) could learn a little from this, even the people there seemed to consume much more their national products instead of searching the famous brands and status.
Suming up, if on one hand there is a certain nationalism that keeps the germans closed to difference and uninterested on what's outside, on the other, this gives them an identity which unifies them as a nation with culture and history. Not that this is good or bad, but sometimes I guess Portugal could acchieve an interesting balance between "receiving what comes from outside" and "making or selling what is ours".


The cherry on top of the cake: I found a wool shop in Freising! Although the lady couldn't comunicate a word with us, I'm finatially ruined for the next months. Anyway I guess it was well worth it.

2 comentários:

  1. Eu acho que nós dependemos demais dos outros, embora goste da hospitalidade portuguesa, que não existe em muitos outros lugares. Acho, também, que viajar devia ser obrigatório - é lá fora que aprendemos o que somos como nação.
    Um beijinho e espero que tudo esteja bem.

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  2. Entrei neste blog hoje pela 1ª vez e ler o seu post soube-me tão bem que me lembrou porque é que continuo a gostar mais de blogs que do Face Book. Uma opinião bem formada e apresentada, com imagens a ajudar. Muito bom.
    Eu também acho que o nosso povo anda demasiado deslumbrado com o que vem de fora. Olhar para o que de bom andamos a fazer por cá (desde o trabalho do sapateiro e da costureira até à indústria farmacêutica)e orgulharmo-nos com isso seria muito positivo para todos.
    Obrigada.
    Vou adicionar aos favoritos :)

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