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Tesouros da Mimiu - Mimiu's Treasuries

Esta semana celebrou-se o 80º aniversário dela: a minha avó Mimiu.

De seu nome Ema, mas que sempre conheci por "mimiu" como um carinhoso diminutivo que acaba por lhe acrescentar o nome... Foi com ela e na sua casa, que passei grande parte da minha infância. Num tempo em que tínhamos apenas 2 canais de televisão, (às vezes só um), onde as únicas visitas eram as da família (os primos do Canadá!) ou ocasionalmente a costureira "Rosaira" (Mª do Rosário, que percebi muito mais tarde).
O tempo era lento, muitas vezes chato para uma criança que queria brincar, mas não tinha amigos ou irmãos e os brinquedos cansavam dia após dia... Assim, o meu entretém passou muitas vezes a ser o da minha Mimiu: o crochet, os trapos. Diz ela (a Mimiu) que me sentava em cima de um poceiro da vindima com uma agulha enfiada de linha e um trapico... "passavam-se horas que não havia garota pr'a ninguém!" Muito frustrada ficava eu por não conseguir fazer "bem" tudo à primeira. Era impaciente, acho que ainda sou. Quando aprendo uma técnica quero sempre passar rápido os básicos, para depois "inventar". Mas a tradição do crochet na família vem dos dois lados: paternal com a Mimiu e maternal com a Maria (e todas as tias e a minha mãe inclusive, crochetólicas compulsivas!).


Os naperãos da Mimiu, ainda estão lindos como quando os fez. São de puro algodão mercerizado em linha nº60. Para quem não conhece, esta linha é fina como a de coser à máquina, muito rija e compacta. Imaginem portanto, as horas, os dias, os meses e anos de trabalho que percorrem estes motivos.




































Esta latinha servia para guardar o novelo de linha. Protegia-o de sujidades e mantinha o fio sem nós. Era uma lata de gaze para pôr nos curativos. Lembro-me destas mas em plástico exactamente do mesmo feitio.





















Foi um prazer desencantar estas relíquias e trazê-las de novo à luz que merecem. Obrigada Vó!

5 comentários:

  1. São lindos Sara, tb tenho uma colecção enorme dessas relíquias.
    A minha avó chegou a fazer croché para fora,e era super perfeita, a minha mãe apesar de empregada de escritório sempre fez croché, malha e bordados de uma perfeição enorme, eu vítima das modernices dos anos 60 nunca quis aprender agora bem me arrependo.
    Ainda bem que a Mimiu te conseguiu passar esse gosto.

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  2. Sara, que lindezas, e que lindas histórias para contar. Acho muito mágica essa relação avós/netos(as). Os trabalhos da Dona Mimiu são maravilhosos!
    Beijos
    Helena

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  3. São simplesmente lindo esses tesouros =)

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  4. Lindo, lindo, lindo! Nem tenho palavras para descrever minha emoção ao ler seu post. Um abraço da Cecilia (mãe da Helena).

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  5. Sara,

    parabéns pelo seu trabalho, que é realmente lindo! Adorei saber um pouco de como você tomou contato com o croché.

    Um abraço,

    Ana Paula
    Salinha do Croché

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