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Unextended life, or the predictability of an end


In a way or another, we all come to face it one day: either by a pet's death, an old grannie, a friend, a parent or a lover. When that day comes, your world is shaken, like an earthquake your "little house" trembles, the paintings fall out of the walls, your books from their shelves, the flowervase is no longer on that counter and only some shatered pieces remind us what it was... You feel lost, rootless and lonely, like noone else mattered but that one. When that day comes, when you loose someone dear, you know you change, you are no longer obliviant that this is merely a passage, and therefore nothing, no thing will last more than his/ its life.


Acordaste-me para o pior dos pesadelos, aquele em que me dizes que estás a ir, que se calhar não voltas ... e que te dói! A minha vontade é correr, ir já para aí, a voar à velocidade da luz, não, melhor... do pensamento! Mas não, (diz a minha pessoa/corpo/cérebro) tenho primeiro que ir buscar não sei-quem, que levar isto ou aquilo, de preparar uma refeição para outro, organizar tudo e ... acima de tudo, além de tudo isso... ter calma, não deixar aflorar uma única lágrima, engolir o soluço de choro que teimoso salta à mínima palavra que queira dizer quando me abeirar da tua cama.
Pela terceira vez, quase não te vi sorrir outra vez, quase fiquei sem "casa", sem alicerces ou paredes ou tecto, quanto mais quadros e jarra de flores. Foi assim esta semana, pai. Cada momento é mais precioso que o outro, cada dia deve ser realmente vivido, não adiado, não remediado.

Por agora podemos todos respirar, o mal já passou. 


E perante tudo isto, somos tão pequeninos, tão pouco donos de nós mesmos que nem nos apercebemos do milagre que é, de facto, cada golfada de ar.



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