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Como cheguei aqui? Onde estou?



Paro. Aí umas 50x por dia a pensar "onde estás, sara?" ... depois o telefone toca, chegam mails, chegam pessoas, chega o correio, as peças e as facturas, as notas de crédito e débito, os pagamentos e os recibos, o Skype apita, há novas mensagens a que responder, e telefone toca de novo, desta vez em stereo com o telemóvel... e há pessoas a falar e pedir e a mandar, e querem isto e aquilo e aquel'outro mas não fazem ideia de quantas outras coisas ao mesmo tempo me passam pelas mãos, pela esferográfica, pelas teclas da calculadora e do computador... Paro. Por momentos o meu cérebro vegeta, a cabeça lateja e só consigo querer fugir. Dêem-me cores e tintas e linhas e agulhas... dêem-me "eu" de volta! Aquela que sei ser, que tem tempo de mastigar a comida saborosa que cozinhou, que marca um cafézinho ou umas voltinhas pelas montras com a amiga, aquela que faz crochet, pinta ou desenha numa mesa de café, sem ter que pensar "como posso aproveitar mais esta meia hora? é que meia hora não dá para nada, não se produz nem se absorve, ou seja não se aprende. E agora?! Aparece alguém a meio dessa meia hora, alguém que até podíamos apreciar para uma conversa, mas que inevitavelmente interrompeu a nossa agenda, o nosso mimo de tempo" - Rídiculo, apenas e somente é o que me ocorre quando me confronto com as minhas queixas. "Tens um emprego, um que até te permite manter meia dúzia de caprichos, como comprar lãs x-p-t-o, ou dar um arzinho mais catita ao blog, ou ter uma bicicleta nova. Cura-te mas é!"
E assim se aprende a carregar com os dias, os anos (sim, já lá vão 9!!!) a fazer algo que não nos diz nada, com pessoas que não nos conhecem nem sequer se importam se somos azuis ou amarelos, se valemos alguma coisa ou se simplesmente fazemos algo mais do que respirar.
Às vezes apetece mesmo mandar tudo às urtigas, "que vão pr'a p**a que vos pariu!" gritamos em silêncio, e é isto... haja quem me ature.

Ele há dias em que "I am that I can't"

5 comentários:

  1. Aii Sara, como te compreendo!!! Podem parecer queixas menores, mas a verdade é que nos vão consumindo diariamente, mensalmente e anualmente... por cá, vou-me safando a tentar erguer uma barreira invisível que me mantenha "cá dentro" intacta, à espera de melhores dias. É um exercício diário e constante, mas vamos ganhando músculo!
    Beijinhos e, sempre que te lembrares, RESPIRA! ;)

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  2. Nesta altura até fica mal reclamar do emprego no meio de tanto desemprego :|
    Mas entendo-te perfeitamente.

    Beijinho

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  3. Obrigada Adriana, Sara ... às vezes é mesmo preciso deitar cá pra fora estas coisas... mas tudo passa. :)

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  4. Olá Sara!
    Que bom ter recebido a tua visita no meu blog, trazendo-me até aqui - teu espaço de encanto e beleza :)
    Só fico triste por te saber "afogada" em ondas que não estimulam a tua essência :/
    Desabafa sim!!, pois os ares desabafados permitem encher bóias de salvação e sanidade espiritual :)
    Beijinhos**

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