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Um colete para mim

image by saraaires (quartodeideias)
image, a photo by saraaires (quartodeideias) on Flickr.
Inspirada neste colete, iniciei-me numa técnica que desconhecia, mas que desde a minha infância me intrigava. Aqueles padrões de florezinhas, losangos e pequenos animaizinhos, flocos de neve e outros motivos típicos das malhas nórdicas... eram (são) um regalo para os olhos. O Jacquard é um tipo de malha em que embora os pontos utilizados sejam os mais básicos (liga e meia), se utilizam duas ou mais cores e respectivos fios em simultâneo.
Perdi a conta às camisolas que me fez a minha mãe (com quem aprendi a tricotar) assim, para aproveitar os restinhos de lã que lhe sobravam de outras peças.
Precisamente com esta ideia de dar uso aos (muitos) restinhos que guardo, pensei em fazer um colete seguindo as sugestões do tricot de Fair Isle. Não só se trabalha em Jacquard, como também se constrói a peça em redondo, tricotada toda do mesmo lado. Isto facilita imenso a tarefa de rematar pontas, pois nunca se corta o fio, a não ser no fim do trabalho. No caso do método inglês, a peça constrói-se em ponto meia, mais simples para quem utiliza aquele modo de tricotar. já no método português, em que o fio passa atrás do pescoço, é o ponto de liga o mais simples e consequentemente o preferível para o tricotar à roda. No fundo estamos a construir a peça em liga, pelo avesso. Quando acabamos e viramos para o outro lado, o "direito" da peça está em ponto meia.
Outro ponto forte do Fair Isle é o método de "steeks" para fazer as cavas e decotes, ou nos casacos as aberturas: depois de feita a peça em "tubo" e estruturada de modo adequado, abrem-se buracos para as mangas ou decote. Isso mesmo! Corta-se a malha! (Sim, é tão assustador quanto soa).

Desta vez aventurei-me mesmo sem trapézio nem rede, o mesmo será dizer, sem esquema. O resultado foi bater com a cabeça na parede e aprender que da próxima vez terei que me render a um plano. É que não preparei os "steeks" devidamente, pensando que o reforço de crochet "seguraria" as malhas. Não. Assim que as cortei começaram a soltar-se... tive que reforçar tudo muito bem com zigue-zague na máquina de costura e rezar para que desse certo. Deu certo, mas serviu-me de emenda.

Coisas a lembrar da próxima vez:

     - Seguir um esquema próprio, já realizado e corrigido.

     - Utilizar lã "Shetland" que feltra naturalmente e por isso segura mais os pontos.

     - Ter em conta a tensão dos pontos por forma a que a peça tenha sempre uma largura constante e solta.

     - Reforçar os "steeks" com 2 a 3 carreiras de crochet de cada lado da abertura, (não apenas com 1!!!)



A lã "crua" utilizada como base é a Beiroa, da Retrosaria.






2 comentários:

  1. Olá! Acabei de descobrir o teu blog e só tenho uma coisa a dizer o teu colete está LINDO!!!
    Tenho alguns conselhos para te dar que talvez te ajudem neste colete ou no próximo:
    1- na minha opinião nenhuma peça de tricot fica terminada sem ser bloqueada, e isto é particularmente importante para peças em jacquard devido à tensão diferente que aplicas aos fios de ambas as cores. Para isso basta pores a camisola de molho em água fria uns 15 min com detergente para lãs ou shampoo e depois de passar por água por a secar numa superfície esticada para as dimensões que precisas que ela tenha. Se necessário usa alfinetes que não enferrugem para manter as dimensões.
    2- quanto às steeks aconselho-te que leias a série de tutoriais da Kate Davies http://katedaviesdesigns.com/tutorials/. Eu experimentei com fio merino superwash, que não agarra nada e não se desfez...
    Boa sorte

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  2. Muito Obrigada querida Isa!

    De facto não bloqueei esta peça. Fiquei um pouco desanimada na altura com o jacquard, mas vou espreitar o teu link a ver se me entusiasmo. Obrigada! Bom tricot!

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