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Malha como ela é no século XXI

Quase um ano depois do primeiro encontro em Leiria do Gang da Malha, já somos muitas, cada vez mais próximas. Aprendemos muito, ensinamos, rimos e acima de tudo, na minha modesta opinião, percebemos que há muitas maneiras de chegar a um mesmo destino(s), muitos modos de fazer, de pensar e isso permite-nos uma abertura e descontração maiores, tão importantes na vida.

O tricot é assim uma espécie de prova constante, não há propriamente um fim para o desafio, cada projecto representa uma nova etapa, novas dificuldades e obriga-nos a uma busca de soluções que exercita a criatividade e a paciência.

Se por um lado o renascer das malhas veio deitar por terra tabus como "ser coisa de avozinhas", ou " para fazer roupinha de bébé" ou mais "coisa de mulher doméstica", menos formada, ou menos "inteligente", por outro, passou a levantar novas questões, a ser explorado por pessoas tradicionalmente ligadas a outras áreas, técnicas e intelectuais que vieram introduzir novas ferramentas e propósitos ao tricot e não só.

Já não chega simplesmente reproduzir mais ou menos um modelo de revista, é pouco... porque não adapta-lo ao nosso gosto, à nossa forma? E porque não, usar uma aplicação no smartphone para automaticamente calcular as malhas que preciso para a minha camisola? E porque não, ligar o computador a uma "impressora" que é mais uma máquina de tricotar?

Desengane-se quem pense que isto é tudo uma questão de "moda" ou que é por ser tão moderno e actual que é "fixe" fazer malha... Aquilo a que se assiste é a uma verdadeira revolução na arte de tricotar, pois simplificando as tarefas mais "aborrecidas" consegue-se desenvolver as outras, as de construção, de design e de novos modos de fazer, sem no entanto deixar de ser uma actividade pessoal, "handmade" de pequena escala e por isso mais intimista e única.

A ler: este post da Rosa Pomar, sobre um destes exemplos de como se pode ver o tricot com outros olhos.

este vídeo, que me deixa com uma vontade louca de um dia visitar a Woolweek.

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